Chego no portão do condomínio cansada. A chave está no fundão da mochila. Que dificuldade. Vou trazendo-a e ela, por sua vez, traz consigo toda espécie de inutilidades que tenho ali dentro, engatadas em seu chaveiro. Chaveiro em forma de chapéu de peão. Chapéu de boiadeiro.
O desânimo tenta aquela rasteira de final de tarde, sem sucesso.
Abro o portão, sinto um vento delicioso passar, olho para cima e vejo, em meio ao concreto do pombal, as roupas estendidas, esvoaçando, roupas brancas, coloridas e sinto o cheiro delicioso dos tecidos que secaram ao sol.
Ter onde morar, ter bons motivos para se sentir cansada e ser recebida com ventos primaveris, verdes exuberantes e cheiro de sol... motivos suficientes para aquecer o coração e sorrir em gratidão.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
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Um comentário:
Quase sinto o cheiro
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